O brasileiro está aos poucos pegando o hábito de frequentar museus e este, MUSEU DO AMANHÃ, tem visita obrigatória para todos que vão ao Rio. É uma iniciativa da Prefeitura do Rio, concebido e realizado em conjunto com a Fundação Roberto Marinho, instituição ligada ao Grupo Globo, tendo o Banco Santander como Patrocinador Master. Localizado na Praça Mauá, modernizada para receber a Copa e as Olimpíadas, é o novo ícone da revitalização da região portuária. Um museu de ciência que se dedica a explorar, pensar e projetar as possibilidades de construção do futuro. O visitante é estimulado a refletir sobre a era do Antropoceno– a era geológica em que vivemos hoje, o momento em que o homem se tornou uma força planetária com impacto capaz de alterar o clima, degradar biomas e interferir em ecos – sistemas– e a se perceber como parte da ação e da transformação.

Com projeto do arquiteto espanhol Santiago Calatrava, o edifício de formas orgânicas, inspiradas nas bromélias do Jardim Botânico, ocupa 15 mil metros quadrados, cercado por espelhos d’água, jardim, ciclovia e área de lazer, numa área total de 34,6 mil metros quadrados do Píer Mauá. “É um espaço de conhecimento que oferece uma reflexão ética sobre o amanhã que queremos, uma visão dos futuros possíveis que podemos construir a partir das nossas escolhas, em uma perspectiva de convivência com o planeta e entre nós mesmos”, define o diretor geral da Fundação Roberto Marinho, Hugo Barreto.
Ao contrário de outras instituições, que precisam preservar seu acervo, o do museu deve ser o tempo todo renovado”, explica o curador do museu, o físico e doutor em Cosmologia Luiz Alberto Oliveira. O museu também tem parceria com algumas das principais instituições da ciência no Brasil e no exterior, como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e o Massachusetts Institute of Techonology (MIT), entre outras. O Museu do Amanhã explora seis grandes tendências para as próximas cinco décadas: mudanças climáticas; alteração da biodiversidade; crescimento da população e da longevidade; maior integração e diferenciação de culturas; avanço da tecnologia; e expansão do conhecimento.

“O museu oferece as perguntas, não as respostas. São elas que norteiam a série de experiências, de
maneira a construir uma narrativa de exploração e interrogação”, define o curador. A exposição principal, com concepção museográfica do designer Ralph Appelbaum e direção de criação de Andres Clerici, se divide em cinco áreas, a partir das cinco perguntas que guiam o museu: Cosmos, Terra, Antropoceno, Amanhãs e Nós. Em cada uma das áreas, o público tem acesso a um panorama geral sobre os temas e pode aprofundá-lo em seguida. A visita começa pelo Cosmos, experiência imersiva em um domo de 360°, grande ovo negro em que o público faz uma viagem sensorial pelo universo, desde as galáxias mais distantes até as partículas microscópicas.

Na Terra, três cubos de sete metros de largura por sete metros de altura representam as três
dimensões da existência: Matéria, Vida e Pensamento. Aqui, o público conhece mais sobre o funcionamento do planeta, a biodiversidade, as relações entre as espécies e o desenvolvimento da cultura e do pensamento humano.

A parte central do percurso narrativo se dedica a pensar o hoje, suas características e seus sintomas. Totens com 10 metros de altura formam o Antropoceno, com conteúdo audiovisual sobre o impacto das ações do homem no planeta e a aceleração de suas atividades – estudos apontam que a humanidade terá 10 bilhões de pessoas em 2060 e que os próximos 50 anos vão concentrar mais mudanças que os últimos 10 mil anos. Os Amanhãs desdobram-se no museu numa área em forma de “origami”, com três ambientes, que aprofundam as seis tendências principais: o público pode calcular sua pegada ecológica; participar de um jogo colaborativo em que é preciso administrar os recursos do planeta para mantê-lo sustentável; e descobrir, de forma bem-humorada, qual seria seu perfil diante dos avanços tecnológicos e dos desafios que o futuro apresenta. A área Nós fecha a visitação de forma simbólica, com uma experiência de luz e som em uma escultura em madeira que remete a uma oca. Seu elemento central, um churinga (espécie de amuleto) da cultura aborígene australiana, é a única peça física que compõe a narrativa principal e representa a transmissão de conhecimento através das gerações. Depois desse momento de reflexão, um belvedere se abre sobre a Baía e o público volta ao “hoje” renovado.

O museu oferece as perguntas, não as respostas A experiência expositiva do museu integra-se ainda ao Laboratório de Atividades do Amanhã (LAA), espaço de inovação e experimentação que promove atividades ligadas a tecnologia, ciência e arte e faz uma reflexão sobre as atividades produtivas; e ao Observatório do Amanhã, que vai exibir, catalogar e repercutir dados e análises das últimas pesquisas científicas e tecnológicas em temas relacionados ao museu.

SERVIÇO: Praça Mauá, 1 – Centro, Rio de Janeiro, RJ. Compre
ingresso antecipado para evitar filas. Evite ir de carro, não há
estacionamento no Museu do Amanhã. A estação de metrô mais
próxima é a Uruguaiana. Horário de funcionamento: Terça a Domingo,
das 10h às 18h (com a última entrada às 17h)
Matéria compilada da assessoria de imprensa do Museu do Amanhã.
Mais informações consulte museudoamanha.org.br.

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