SOMOS BONS GESTORES?

No país onde ser um bom profissional ou empresário é um grande desafio por si só, pois o estudo de qualidade é para poucos e as leis e crises econômicas são uma constante, imagine quando a tudo isso se soma uma crise sanitária de proporções mundiais como a COVID-19?

A maioria dos profissionais e empresários do Brasil são verdadeiramente heróis, principalmente os autônomos, micro e pequenos empresários. Diferentemente das grandes organizações, que têm departamentos e pessoas especializadas nos mais diversos temas necessários à manutenção do negócio, os autônomos e pequenos empresários têm de lidar com tudo quase que ao mesmo tempo sempre me vem à mente a imagem daqueles malabaristas de circo que equilibram um monte de pratinhos girando ao mesmo tempo sem os deixar cair!

Durante a fase de pandemia, grandes empresas têm conseguido se manter de pé e com resultados satisfatórios, e aquelas que até aumentaram seus resultados, mesmo diante deste cenário tão adverso, inesperado e cheio de incertezas.

Por outro lado, temos notado uma infinidade de profissionais autônomos perdendo frentes de trabalho e empresários tendo seus negócios quebrando ou quase quebrando! A proporção destes para com as grandes organizações é muito maior do que se imagina! Mas por quê? Como assim? Seria mais difícil manter um negócio pequeno do que uma grande organização onde existem diversos departamentos e custos fixos altos?

Talvez a resposta para isso seja que o nível de definição e controle de metas nas grandes organizações são levadas de forma mais profissional e pragmática. Este tipo de empresa consegue, rapidamente, reagir às mudanças e se redefinir, criando condições de se manterem financeira[1]mente no curto, médio e longo prazo.

Voltando ao mundo dos pequenos empresários e profissionais autônomos, talvez faltem a consciência e a ação prática de se preparar técnica e financeiramente para o futuro. Quanto às questões técnicas de sua especialidade, devem estar atentos a como se reinventarem constantemente para ter um diferencial atrativo para que o mercado queira tê-los como parceiros. Lembre-se que o mundo gira e gira rápido, principalmente com os avanços tecnológicos constantes.

Quando falamos das questões financeiras, parece que aí a coisa pega mesmo! A maioria destes profissionais e pequenos empresários foca mais nas questões técnicas e de execução do seu trabalho do que no aprimoramento das questões de educação financeira e de gestão. Esquecem que a parte financeira é primordial e a razão de ser do seu negócio, de sua família e de seu bem-estar. Não seria o momento de reverem seus conceitos e rotinas de maneira a terem uma previsão financeira mais realista e ajustar seus gastos em prol de se ter uma reserva financeira? Neste ponto sugiro que a reserva deva garantir seu funcionamento pelo período de 12 meses sem receita. Não está na hora de conhecer o mercado financeiro para auxiliar no crescimento de suas reservas? Envolver os membros de sua família neste desafio de economia familiar? Em muitos casos as contas da pessoa jurídica se confundem com as contas da pessoa física e isso precisa ser mudado!

Finalizando, quero estimular a todos para adquirir conhecimentos de educação financeira, e sentirão como será muito útil para seus negócios, suas vidas profissionais e pessoais.

Rogério Sagliocco. Tecnólogo em Mecânica com especialização em Processos de Soldagem pela Unesp, pós graduado em Gerenciamento de Projetos pela Escola Politécnica-USP. Certificado PMP pelo PMI e Co-fundador da SGEi9 – Soluções em Gerenciamento de Projetos.

Matéria da revista AETEC nº36 edição.

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